RM 2470 - Novembro de 2007
(8 artigos)
Nº 2470 - Novembro de 2007
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General Gabriel Augusto do Espírito Santo Há cem anos, em Novembro de 1907, o Editorial da Revista Militar recordava aos seus leitores que passava um século sobre aqueles dias de Novembro de 1807 que iniciaram um período que durou sete anos e que passou para a história nacional como o tempo das Invasões Francesas. Apelava também, com uma curiosa lista de temas a investigar, à colaboração em artigos que tratassem esses temas. Vale a pena consultar esse Editorial. Os tempos são diferentes e as preocupações da Nação são outras. Mas agora que se vão comemorar os duzentos anos sobre esse período da vida nacional, com actividades académicas anunciadas pela Academia Portuguesa da História e pela Comissão Portuguesa de História Militar, e que constituem iniciativas louváveis para não esquecer a História, gostaríamos de deixar pequenas reflexões para investigadores e estudiosos sobre alguns assuntos ainda mal estudados. (...)
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Coronel Francisco Xavier Ferreira de Sousa Todos nós falamos de Capacidades Militares. Mas será que todos nós, quando nos referimos a esse termo, temos na ideia o mesmo significado para o mesmo? Este artigo não pretende levantar quais as capacidades militares que uma Força Nacional Destacada deve possuir, para executar uma Missão de Apoio à Paz. Pretende, antes, transmitir reflexões, realizadas no sentido de determinar como essas capacidades podem ser adquiridas. A experiência e o estudo levam‑nos afirmar que, no desenvolvimento dessas capacidades, devem‑se ter em conta: a estrutura da Força; o seu equipamento; a sua sustentabilidade; o estudo das doutrinas em vigor no teatro de operações; a reflexão sobre as lições apreendidas; uma escolha acertada de um modelo assertivo, mas firme, de liderança; uma ponderação sobre as tácticas a utilizar pela Força; a execução de um criterioso programa de instrução e treino; uma cuidada actuação no espaço de operações e uma incisiva atenção nos aspectos relacionais. Capacidades militares não significa “Volume de Forças”, mas antes “Qualidade”. E só com “Qualidade” se consegue angariar “Credibilidade”, factor tão importante para a “Aceitação da Força”.
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Major Manuel Alexandre Garrinhas Carriço O presente artigo é a primeira parte de um estudo elaborado pelo autor no qual se analisa a penetração político‑económica chinesa no continente africano e a resposta norte‑americana com vista a contrabalançar esta incursão estratégica de Pequim. Brevemente será publicado a segunda parte que centra a sua atenção na díade de cooperação sino‑moçambicana e no papel desempenhado por Portugal neste contexto.
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Tenente Francisco Jorge A. P. C. Gonçalves O programa nuclear iraniano causa bastante apreensão na comunidade internacional, especialmente levando em linha de conta as declarações belicosas e sempre bombásticas produzidas pelo decisor político, Mahamoud Ahmadinejad. Neste sentido, o escopo do presente trabalho visa analisar as motivações do programa nuclear iraniano, e quais serão as consequências estratégicas caso o Irão consiga desenvolver o seu programa nuclear, propondo diversas alternativas, como a mudança de regime – embora sem resvalar para o patrocínio de um golpe de Estado.
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Dr Henrique Modanez de Sant’Anna Este artigo pretende analisar a formação e as trajetórias da tradição militar macedônica, desenvolvida no cenário pós‑guerra do Peloponeso. A partir da relação entre as linhas táticas que vinculam Epaminondas, Filipe II e Alexandre Magno a Aníbal Barca, buscamos romper com a idéia de dependência direta entre o modelo helênico de guerra e as reformas realizadas nas forças armadas púnicas. Palavras‑chave: guerra, tática, tradição militar, Filipe II, Alexandre, Aníbal.
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Mestre Janete S. Cravino A República Democrática do Congo esteve envolvida desde 1996 naquela que é considerada como uma das mais sangrentas guerras no continente africano. Este conflito envolveu nove nações africanas, 20 facções armadas e desestabilizou toda a região dos Grandes Lagos. Depois de mais de uma década em contenda e de milhões de mortes, as eleições que decorreram do processo de paz constituíram um sinal de esperança para a população. Ao longo deste texto far‑se‑á uma análise histórica e política país.
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Mestre Adriaan De Man Tratando‑se de um dos desastres mais traumáticos da História romana, o relato da derrota de Varo surge geralmente numa perspectiva historiográfica. Porém, o acontecimento é passível de outras análises teóricas, convergindo para um domínio comparativista. O presente texto examina as fontes, sugerindo que terá existido assimetria informativa a um nível determinante para o desfecho dos acontecimentos. Palavras‑chave: Assimetria, combate romano, Germânia
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Tenente-Coronel Miguel Silva Machado Os elementos de informação constantes dos capítulos das crónicas são os seguintes: - P‑3P “Orion” da Força Aérea em acção no Mediterrâneo;
- Modernização dos F‑16 prossegue em ritmo lento;
- Quartel de Tavira reactivado;
- Presidente da República embarca nos navios Hidro‑Oceanográficos da Marinha;
- Empresa de Meios Aéreos: Primeiras aeronaves declaradas “do Estado”;
- Batalhão de Comandos;
- Assinado “Tratado da EUROGENDFOR”;
- Presidente da República na Base Aérea n.º 5;
- Dia do Exército 2007 em Leiria;
- Exército continua com falta de praças;
- Exercício “Felino 2007” – Combate ao crime organizado na mira da CPLP?;
- Grupos de Acção Rápida da Polícia Marítima;
- Afeganistão: 162 portugueses entre os 41 000 militares da NATO no terreno;
- Armada assinala a “Abertura do Ano Operacional 2007‑2008”;
- Força Aérea inicia missão na Lituânia.
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