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2608 - Maio de 2019

Nota da Direção

 

Em 30 de maio de 2018, faleceu o Tenente-general José Lopes Alves, Sócio efetivo da Revista Militar (desde 1967), Presidente do Conselho Fiscal (1987 a 1990), Presidente da Direção (1991 a 2000) e Sócio Honorário (a partir de 2012). Em consequência do nefasto acontecimento, a edição da Revista de junho-julho, seguinte, publicou um In memoriam, da autoria do Sócio efetivo Tenente-general José Rodrigues Tavares Pimentel, no qual consta o brilhante currículo daquele oficial general.

Na Assembleia-Geral da Revista Militar, de 6 de dezembro de 2018, foi aprovada por unanimidade uma proposta do Sócio efetivo Tenente-general Abel Cabral Couto, no sentido de ser recordada a figura do Tenente-general José Lopes Alves, destacando-se a sua dedicação à Revista, consagrada com a sua eleição como Sócio honorário, por unanimidade, em 6 de janeiro de 2012, “pelos serviços relevantes que prestou, merecedores desta distinção”.

Neste mês, em que se cumpre um ano sobre a data do falecimento do Tenente-general José Lopes Alves, a Revista Militar publica um artigo, da autoria do Coronel António de Oliveira Pena, em que este Sócio efetivo nos apresenta alguns aspetos da sua biografia, num contributo para o melhor conhecimento e em homenagem daquela personalidade, no âmbito da Revista Militar desde a publicação do seu primeiro artigo, ainda e apenas como seu colaborador, em outubro de 1961.

Na “reflexão sobre uma década da Revista”, com que se despediu, na Assembleia de 15 de dezembro de 2000, para além da atividade editorial, o Tenente-general José Lopes Alves sintetizou a sua Presidência:

1991  – Participação no VII Colóquio da Imprensa Militar, organizado pela Revista da Marinha.

1992  – Participação nos colóquios e reflexões sobre “Defesa Nacional e Forças Armadas” e sobre o “Relacionamento da Assembleia da República com a Imprensa Militar”, organizados pela Comissão Parlamentar de Defesa da mesma Assembleia.

         – Participação no VIII Colóquio da Imprensa Militar, organizado pela Revista “Pela Lei e Pela Grei”.

1993  – Organização e realização do IX Colóquio da Imprensa Militar e difusão das suas conclusões às entidades intervenientes.

         – Participação no Seminário sobre a “Imprensa Militar e as Forças Armadas”, organizado no Instituto de Altos Estudos Militares.

1994  – Organização e realização, no Instituto de Defesa Nacional, do Seminário sobre a “Situação das Forças Armadas portuguesas”.

1996 a 1999 – Planeamento, organização e realização da “Comemoração do 150.º Aniversário da Empresa e da Revista”, com destaque para os anos de 1998 e 1999 em que se verificaram diversas actividades comemorativas, entre as quais a publicação do Número Especial relativo à “Presença portuguesa no Oriente”, a realização do 1.º Congresso Internacional de Imprensa Militar, a inauguração pela Câmara Municipal de Lisboa do “Largo Revista Militar – Fundada em 1848” e o lançamento dos I, II, III e IV volumes dos “Índices da Revista”.

2000  – Organização, em 30 de março, da 1.ª Assembleia Geral de 2000, na qual, em Sessão Solene, se procedeu à “Evocação do Sócio Efetivo Almirante Sarmento Rodrigues no 1.º Centenário do seu Nascimento” e à Rememoração do Achamento do Brasil no seu 5.º Centenário.

1999 e 2000 – Início dos trabalhos de planeamento e organização da “Comissão Internacional de Imprensa Militar” e, se for eventualmente assim considerado, de “comissão portuguesa de Imprensa Militar” correspondente.

 

Não é de mais sublinhar a atenção dedicada e a dinâmica incutida pela Direção da Revista Militar, sob a presidência do Tenente-general Lopes Alves, com destaque para as Comemorações do 150.º Aniversário da Revista, no biénio de 1998-1999, cujo Programa decorreu como ele próprio idealizou, “com dignidade, de forma simples, com determinação, dedicação, ponderação e entusiasmo, contribuindo para a sã continuidade da Revista e sua projeção nacional e internacional que há muito lhe era reconhecida”. Neste contexto, a Revista Militar foi declarada de Utilidade Pública, em 10 de março de 1992, e Membro Honorário da Ordem Militar de Cristo, em 1999.

Entre as várias obras publicadas, nomeadamente sobre assuntos de segurança e defesa, estratégia, geopolítica e geoestratégia, o Tenente-general José Lopes Alves elaborou um vasto conjunto de artigos que foram publicados na Revista Militar, de cuja bibliografia se dá nota neste número.

 

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Resumo do Acervo Articular da Revista

 

1. Tenente-general José Lopes Alves (1924-2018)
     Coronel António de Oliveira Pena

Completando-se um ano sobre a data do falecimento do Tenente-general José Lopes Alves, é apresentada uma síntese com os aspetos mais relevantes da sua biografia e dos contributos mais destacados da sua vivência no âmbito da Revista Militar, desde a publicação do seu primeiro artigo, em outubro de 1961.


2. Ainda Tancos
    General António Eduardo Queiroz Martins Barrento

Com base em elementos que analisam a situação atual do Exército, são tecidas algumas considerações que poderão contribuir para o debate sobre as causas deste acontecimento.


3. O Serviço de Saúde Militar: que futuro?
    Tenente-general Joaquim Formeiro Monteiro

O autor considera que a reforma do Sistema de Saúde Militar, vertida no Despacho nº 2943/2014, não teve em consideração as reais necessidades e os desafios que, há muito, se impõem à racionalização e à eficácia do Sistema. Assim, este depara-se, perante uma séria ameaça de descaracterização, com uma capacidade de resposta pronunciadamente abaixo dos níveis desejáveis por que se deveria reger.


4. A Especificidade do Ensino Superior Militar
    Major-general João Vieira Borges

O artigo pretende dar a conhecer o Ensino Superior Militar, apontando as principais especificidades que o distinguem do ensino superior em geral. As sucessivas reformas do Ensino Superior Militar foram materializadas no DL 249/2015, que aprovou a sua orgânica e o estatuto do novo Instituto Universitário Militar.


5. A Defesa como Vector da Cooperação Político-Estratégica de Portugal em África. Contributos para uma Cooperação de Defesa
   Tenente-coronel Luís Manuel Brás Bernardino

Nas sociedades contemporâneas o vetor da política externa dos Estados encontra-se parcialmente assente no emprego do seu instrumento militar, mais concretamente na ação político-estratégico-operacional das suas Forças Armadas. Em Portugal e na relação com África, especialmente com a África Subsariana, este instrumento é preponderante e está omnipresente, desde os processos de independência, conferindo-lhe maior prevalência na ação, fazendo sentido, porventura, refletir sobre a necessidade de adotar uma política externa de defesa em Portugal e adotar um modelo bi-multilateral, empregando o vetor militar como produtor estratégico de segurança e de desenvolvimento sustentado no continente africano.

6. O relato dos enfermeiros do Hospital de Marinha: fonte inédita para o estudo da adesão e ação dos militares da Armada na revolução republicana de 5 de Outubro de 1910
   Dr. Diogo Campos Rodrigues


Trata-se de um documento nunca antes divulgado, no contexto do centenário da implantação da República, através da republicação da obra “Relatórios sobre a Revolução de 5 de Outubro”, pelo Grupo de Trabalho para as Comemorações Municipais [de Lisboa] do Centenário da República.


7. Evocação do 70º aniversário da NATO
    Dr. Júlio Francisco Miranda Calha

O Tratado de Washington que criou a NATO, em 1949, assentava em três objetivos fundamentais: dissuadir o expansionismo soviético, impedir o renascimento do militarismo nacionalista na Europa por meio de uma forte presença norte-americana no continente e encorajar a integração política europeia. Ao longo dos 70 anos da sua existência, a Aliança Atlântica constituiu-se num dos principais agentes dos valores da democracia, da paz e da segurança.


8. Elementos de informação constantes dos capítulos das crónicas:
    a) Crónicas Militares:
         • Portugal participou no maior e mais complexo exercício de ciberdefesa internacional
         • 8.ª Força Nacional Destacada regressa a Portugal após 5 meses em missão no Iraque
         • Navio patrulha “Figueira da Foz” vai treinar “guerra de minas” no Mediterrâneo

   b) Crónicas Bibliográficas:
        • War Machine
           Tenente-coronel José Miguel Moreira Freire

 

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by CMG Armando Dias Correia