Nº 2592 - Janeiro de 2018
IN MEMORIAM

Coronel Jorge Alberto Guerreiro Vicente

11 de outubro de 1925 – 18 de maio de 2017

 

O coronel Jorge Alberto Guerreiro Vicente nasceu em Évora, na freguesia da Sé, em 11 de outubro de 1925, e faleceu em Lisboa, a 18 de maio de 2017, facto que, só muito recentemente, foi do conhecimento da Direção da Revista Militar. Era filho de Alípio da Silva Vicente, oficial de Infantaria, e de Lucília de Carvalho Guerreiro Vicente.

Terminado o Curso de Cavalaria da Escola do Exército e tendo sido colocado no Regimento de Cavalaria n.º 7, ingressou como alferes no quadro permanente da respetiva Arma, a 1 de novembro de 1948. Ainda como subalterno, especializou-se com os Cursos de Mestre de Equitação (1951), de Carros de Combate (Escola Prática de Cavalaria – EPC, 1951), de Carros de Combate M-46 Patton (França, 1952), de Tiro de Infantaria e Cavalaria (1955) e de Carros de Combate M-24 Chaffee e M-47 Patton (EPC, 1956).

Como capitão, no ano letivo 1964-1965, concluiu com aproveitamento o Curso Complementar de Estado-Maior do Instituto de Altos Estudos Militares, e, no ano imediato, ingressou, com o posto de major, no Corpo de Estado-Maior. Foi promovido aos postos de tenente-coronel e de coronel, em 1968 e 1973, respetivamente.

Durante a sua carreira militar, desempenhou diversos cargos e exerceu diferentes funções, tendo prestado serviço na EPC, no Regimento de Cavalaria nº 8, no Estado-Maior do Exército, no Secretariado-Geral da Defesa Nacional, no Quartel-General da Região Militar de Tomar e no Quartel-General da Região Militar do Sul. Foi nomeado para duas comissões de serviço: no Comando Territorial da Guiné (1966-1968) e na Região Militar de Angola (1974-1975).

Tendo passado à situação de reserva, em 1975, foi colocado na Direção do Serviço Histórico-Militar do Exército (DSHM). No ano seguinte, de janeiro a julho, esteve em comissão de serviço no Ministério da Comunicação Social do VI Governo Provisório.

Regressado à anterior situação, ali permaneceu até passar à situação de reforma, tendo-se destacado pelo importante contributo que deu à reorganização da DSHM e como especialista e responsável pelos serviços de Heráldica do Exército. Mesmo depois de deixar a efetividade de serviço, no início de 1993, continuou a dedicar a sua enorme paixão e o seu vasto saber à Heráldica Militar, acompanhando os especialistas militares de heráldica, intensamente e com sã camaradagem, durante mais de duas dezenas de anos. Na sociedade civil, o seu “saber heráldico” foi-lhe reconhecido ao ter sido o primeiro presidente da Assembleia-Geral da Academia Lusitana de Heráldica, de que foi também um dos fundadores

Na sua folha biográfica, as duas dezenas de louvores que granjeou espelham o elevado mérito dos serviços prestados ao Exército e ao País, os quais estão sintetizados nas condecorações que lhe foram atribuídas, ao longo de uma carreira de quarenta e oito anos de serviço militar: Medalha de Mérito Militar de 3.ª Classe (1960); Grau de Oficial da Ordem Militar de Avis (1962); Medalha Comemorativa das Campanhas da Guiné (1966-1968); Comendador da Ordem Militar de Avis (1970); Medalha de Serviços Distintos, Grau Prata (1973); e Medalha D. Afonso Henriques – Patrono do Exército, de 2.ª Classe (1993).

O coronel Guerreiro Vicente foi eleito Sócio efetivo da Revista Militar, em 16 de novembro de 1998, onde teve uma participação discreta, mas colaborante, com destaque para a organização e publicação dos números especiais de janeiro/1999 e novembro/1999, alusivos, respetivamente, à “Presença Portuguesa no Oriente” e ao “Congresso Internacional da Imprensa Militar – 13 a 16 de setembro), cujas capas são da sua iniciativa.

À sua família, a Revista Militar apresenta sentidas condolências.

 

Major-general
Adelino de Matos Coelho
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2018-06-08
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Major-general

Adelino de Matos Coelho

Habilitado com os Cursos de Infantaria, da Academia Militar, Geral de Comando e Estado-Maior e Superior de Comando e Direção, do Instituto de Altos Estudos Militares; possui outros Cursos de que se destacam o de Oficial de Informação Pública do Comando Aliado da Europa da OTAN (Bélgica), o Curso Militar de Direito Internacional dos Conflitos Armados, do Instituto de Direito Humanitário de Sanremo (Itália) e o Diploma de Pós-Graduação em Estudos Europeus da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Ao longo da sua carreira, prestou serviço em várias Unidades e Órgãos do Exército, nomeadamente, no Regimento de Infantaria de nº 3, em Beja, que comandou, e no Estado-Maior do Exército, onde desempenhou o cargo de Chefe da Divisão de Pessoal. Além disso, também desempenhou carg

REVISTA MILITAR @ 2018
by CMG Armando Dias Correia