Nº 2548 - Nº Temático - Maio de 2014

Dr.
José Pedro Aguiar-Branco

Um século após o início da «Grande Guerra» é nosso dever evocar e distinguir este acontecimento com um conjunto de iniciativas públicas que contribuam para o reforço da memória coletiva de um momento marcante da História Mundial e em particular da História de Portugal. Abordar de forma abrangente a realidade da participação portuguesa neste conflito, honrando o sacrifício de todos os que em nome de Portugal e na defesa dos seus interesses combateram quer em África quer na Europa. [...]

Publicado na Internet em 2014-09-18 2014-09-18
Na revista: o artigo começa na página 357 e termina na página 358 357 - 358
Já houve 101 acessos a este artigo 101

General
José Luiz Pinto Ramalho

Este número temático da Revista Militar materializa a nossa participação na Evocação do 1º Centenário da Primeira Guerra Mundial (I GM), constituindo uma singela homenagem a todos os combatentes portugueses, oriundos, naquela data, de um Portugal pluricontinental e multiracial, assim como aos familiares, que sofreram os sacrifícios e a dor das baixas resultantes do conflito, incluindo os que, posteriormente, cuidaram dos inválidos que o mesmo provocou. Por outro lado, desta Evocação resulta uma oportunidade para revisitar o acervo bibliográfico produzido durante aquele período, tornando público o pensamento estratégico militar da altura, permitindo uma percepção mais clara das motivações, dos comportamentos e das decisões, então assumidas. [...]

Publicado na Internet em 2014-09-18 2014-09-18
Na revista: o artigo começa na página 359 e termina na página 361 359 - 361
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Tenente-general
Mário de Oliveira Cardoso

Fundada em 1849, vem a Revista Militar, ao longo dos 165 anos da sua existência, a enriquecer o património cultural português com sua a publicação ininterrupta, divulgando assuntos de defesa nacional, em especial os militares.

É contemporânea, portanto, dos anos da Grande Guerra, existindo um valioso espólio nos seus arquivos do pensamento estratégico da época e das análises que foram sendo feitas com o evoluir da situação.

Na evocação do centenário daquele conflito, em que Portugal foi parte ativa, a sua participação foi considerada indispensável. [...]

Publicado na Internet em 2014-09-18 2014-09-18
Na revista: o artigo começa na página 363 e termina na página 364 363 - 364
Já houve 101 acessos a este artigo 101

Major-general
Adelino de Matos Coelho

Desde o início do século XIX, os povos da Europa que se podiam organizar em Estados, tais como a Grécia (1829), a Bélgica (1830), a Itália (1861) e Alemanha (1871), sentiram-se encorajados a exercer os seus direitos de autodeterminação nacional e a reivindicar as respetivas independências. Porém, continuaram pendentes muitas das exigências nacionalistas, o que reavivou ou despertou tensões, nos grandes impérios, bem como conflitos territoriais, entre alguns países, pelo que o desenvolvimento dos Estados europeus, na segunda metade do século XIX, favoreceu o incremento do seu poder militar e, simultaneamente, novas formas de colonialismo. [...]

Publicado na Internet em 2014-09-18 2014-09-18
Na revista: o artigo começa na página 365 e termina na página 392 365 - 392
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Coronel Tirocinado
João Jorge Botelho Vieira Borges

Neste número dedicado à memória da participação de Portugal na I Grande Guerra (I GG) em terras de África, ficámos com a incumbência de revisitar um dos vários artigos publicados na Revista Militar que abordasse, de modo mais genérico, a participação de Portugal naquele conflito, na África Portuguesa.

Marcados pelos vários escritos relativos ao “esforço português em África”, da autoria do Coronel Eduardo Alfredo Araújo Barbosa e pelos inúmeros artigos sobre a I GG escritos pelo General José Estevão de Morais Sarmento (então presidente da direção da Revista Militar), escolhemos para análise mais cuidada um artigo intitulado “A Grande Guerra na África Portuguesa”, da autoria do Coronel Henrique de Pires Monteiro (1882-1958), publicado no nº 9/10 de Setembro/Outubro de 1923, do ano LXXV, da Revista Militar (pp. 456-473). [...]

Publicado na Internet em 2014-09-18 2014-09-18
Na revista: o artigo começa na página 393 e termina na página 402 393 - 402
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Tenente-coronel
Luís Manuel Brás Bernardino

Escrevo esta nota introdutória para esclarecer o leitor que este texto, intitulado “A defesa de Angola”, foi escrito (publicado na Revista Militar) em 1932, pelo Capitão Gastão Sousa Dias, um africanista que acompanhou o período antes, durante e após a Grande Guerra, em Angola, onde elabora algumas considerações sobre os principais paradigmas da estratégia militar portuguesa, em Angola, ao longo da sua História. No complemento ou contraditório das ideias expressas pelo autor resultou um conjunto de anotações, em pé de página, que procuram, com recurso a literatura da época e a abordagens de autores recentes, fazer uma análise mais específica e detalhada e quiçá controversa, sobre as envolventes da “A estratégia militar Portuguesa no período da Grande Guerra”, em Angola. [...]

Publicado na Internet em 2014-09-18 2014-09-18
Na revista: o artigo começa na página 403 e termina na página 428 403 - 428
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Coronel
Nuno Correia Barrento de Lemos Pires

Uma das questões recorrentes quando se analisa o papel de Portugal na Grande Guerra é a de tentar entender quem iniciou as hostilidades em África, se foram os alemães ou se foi Portugal que forçou a beligerância. Nas dezenas de artigos publicados pela Revista Militar (RM), quer ainda durante a guerra, quer nos anos seguintes, essa questão aparece refletida de formas distintas e com interpretações diversas. “Fomos atacados por surpresa pelas forças de Sudeste e Leste Africano” (Barbosa, 1917: 836). Teria sido uma surpresa ou uma provocação portuguesa?

Publicado na Internet em 2014-09-18 2014-09-18
Na revista: o artigo começa na página 429 e termina na página 458 429 - 458
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Capitão-de-Mar-e-Guerra
José António Rodrigues Pereira

O Século XX iniciou-se sob o espectro do confronto entre o Império Britânico e o Império Alemão, pela hegemonia mundial.

Numa tentativa para acalmar os ímpetos germânicos, a Grã-Bretanha negociara a divisão do Império Ultramarino Português, caso Portugal não conseguisse pagar os empréstimos concedidos pela banca internacional, e que a instabilidade política nacional fazia prever.

Mas estes factos não foram suficientes para que os sucessivos governos portugueses (da monarquia e da república) pusessem em execução, apesar das muitas propostas elaboradas, um programa de reequipamento naval que dotasse o país de uma força naval compatível com os seus extensos e dispersos domínios ultramarinos. [...]

Publicado na Internet em 2014-09-19 2014-09-19
Na revista: o artigo começa na página 459 e termina na página 471 459 - 471
Já houve 121 acessos a este artigo 121


Victoriano César

RM, 68, 1, Jan, 1916, pp. 65-82

O general Bernhardi é um dos mais distintos oficiais do exército alemão, sendo conhecidissimos no nosso meio militar alguns dos seus livros.

Ainda não há muito tempo que se publicou a Guerra de hoje, obra em dois volumes, e que um grande numero de oficiais do nosso exercito mui bem conhece.

Não menos notavel, porém, é o seu mais recente trabalho – A Alemanha e a próxima guerra.

Esta obra, publicada em alemão em 1912, obteve um verdadeiro sucesso, pois já em 1913 contava seis edições. [...]

Publicado na Internet em 2014-09-19 2014-09-19
Na revista: o artigo começa na página 473 e termina na página 487 473 - 487
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Coronel
Eduardo Alfredo Araújo Barbosa

RM, 67, 1, Jan, 1915, pp. 19-41

Ao rebentar o agosto ultimo o conflito europeu envolvendo nas suas malhas as maiores potencias mal pensávamos que Portugal, país pequeno, de quasi nulos recursos militares, colocado no extremo ocidente da Europa, afastado portanto do teatro de operações, havia também de sofrer tão amargamento, como acaba de sofrer, as consequências das ambições do povo germanico, que firmando no seu valor militar pretende impôr ao mundo civilizado a sua supremacia. [...]

Publicado na Internet em 2014-09-19 2014-09-19
Na revista: o artigo começa na página 489 e termina na página 507 489 - 507
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General
José César Ferreira Gil

RM, 71, 6/7, Jun/Jul, 1919, pp. 331-352

No actual momento histórico em que se extinguem os derradeiros écos da temerosa e cruenta guerra que, durante mais de quatro anos, paralisou a vida mundial, e em que as Nações aliadas, que tomaram parte nessa luta, a mais terrível e sanguinária de que resam as crónicas guerreiras, estudam as laboriosas negociações de paz, procurando cada uma delas fazer valer e sublinhar os seus serviços e pugnar pelos seus sagrados direitos, não devemos nós os portugueses deixar no olvido a grandeza e elevação do nosso esforço para nela participarmos também, honrando os compromissos tomados e as velhas alianças. [...]

Publicado na Internet em 2014-09-19 2014-09-19
Na revista: o artigo começa na página 509 e termina na página 526 509 - 526
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Revista Militar

 

Bibliografia da Revista Militar, no âmbito da I GM (África).

 

 

Publicado na Internet em 2014-09-19 2014-09-19
Na revista: o artigo começa na página 527 e termina na página 551 527 - 551
Já houve 127 acessos a este artigo 127